Agendamento

O Herbário FLOR recebe visitas de caráter educativo de grupos de estudantes de qualquer idade interessados em conhecer a coleção científica e participar de atividades sobre a temática do herbário e biodiversidade vegetal. Para verificar a disponibilidade de datas e horários para o agendamento, entre em contato com a curadoria.

A trajetória da escritora e micóloga Helen Beatrix Potter

A trajetória da escritora e micóloga Helen Beatrix Potter

Por Larissa Faustino 

Helen Beatrix Potter, impossível conhecer sua história e suas obras sem se apaixonar.

Potter foi uma escritora de livros infantis muito bem conceituados. Um de seus livros mais famosos foi “The Tale of Peter Rabbit“, feito em versos e ilustrações dotadas de uma delicadeza única com cores suaves e esboços bem típicos de sua época, esgotou antes que a próxima edição comercial fosse impressa. Sucesso total.

Mas sua trajetória na literatura, apesar de encantadora, não é o objetivo nesse momento: por volta dos vinte e poucos anos, ela desenvolveu um grande interesse pela micologia e começou a produzir desenhos incrivelmente maravilhosos de fungos, coletando espécimes de cogumelos e montando-os para uma observação cuidadosa sob o microscópio.

Ela acreditava que a arte e a ciência podiam caminhar juntas, e o que mais lhe chamava atenção nos fungos eram suas “qualidades de fadinhas”, que a lembravam muito os contos de fada que escrevia, e a variedade de formas e cores. Com suas observações microscópicas, ela passou a se interessar na forma como os fungos se reproduziam, algo mal compreendido na época. Potter logo começou a realizar seus próprios experimentos a partir da germinação de esporos. Ela estabeleceu suas teorias e descobertas em um artigo intitulado “Sobre a germinação dos esporos de Agaricineae”, acompanhado por ilustrações bem detalhadas.

No entanto, Beatrix vivia em uma época em que as mulheres não tinham voz, direito de votar e raramente acesso ao ensino superior, e consideradas propriedade de seus maridos. A Sociedade Linneana de Londres era exclusivamente masculina e proibia as mulheres de serem membros, negava-lhes o acesso à biblioteca de pesquisa e nem sequer lhes permitia comparecer as apresentações de artigos científicos, sendo extremamente contra a proposta de Beatrix.

Um século mais tarde, a Sociedade Linneana emitiu um pedido de desculpas por seu sexismo histórico e, ainda hoje, muitas ilustrações de fungos de Potter são estudadas por sua precisão científica e consultadas por muitos micologistas pelo mundo todo.

Ela foi uma grande mulher, micóloga, naturalista, ilustradora e uma das mais influentes autoras de histórias infantis de todos os tempos.

Fonte das imagens: http://armitt.com/armitt_website/beatrix-potter/.

Fontes das informações do texto:
_<
https://www.brainpickings.org/…/beatrix-potter-a-life-in-n…/>
_<
http://www.estudopratico.com.br/vida-e-obra-de-beatrix-pot…/>
_<
http://www.dn.pt/…/contos-completos-de-beatrix-potter-edita…>
_<
http://www.dn.pt/…/contos-completos-de-beatrix-potter-edita…>
_<
https://livrossempapel.com/…/04/17/colecao-beatrix-potter-2/>
_<
http://armitt.com/armitt_website/beatrix-potter/>

Visita das Crianças Indígenas ao Herbário FLOR

Visita das Crianças Indígenas ao Herbário FLOR

Por Camila Kinasz

Na quinta-feira dia 19 de maio o Herbário FLOR recebeu a visita de 6 crianças de idades entre 0 e 10 anos, que foram recepcionados pela Profa. Mayara, pelos bolsistas Artur e Rennan, e por mim, Camila, voluntária nas atividades do Herbário FLOR. Juntos fizemos uma caminhada pelo Horto, área ao ar livre associada ao Depto. De Botânica e ao Herbário FLOR, onde os pequenos puderam observar diferentes tipos de plantas, como epífitas, aquáticas, e alguns cáctos, entre outras. Fizemos também uma coleta de folhas para apreciação de diferentes cheiros, texturas e tamanhos pelas crianças. Após a coleta, realizamos uma atividade de frottage, na qual nossos visitantes utilizaram as folhinhas que eles mesmos coletaram para passar para o papel a forma e relevo das folhas, utilizando giz de cera colorido.

Durante a experiência, pude acompanhar meus filhos, que estavam no grupo, e percebi que eles aproveitaram muito. Acredito que a parte preferida de todos foram as plantas do lago. As crianças ficaram impressionadas com o tamanho das raízes que estavam abaixo da água, e adoraram o aguapé. Os cáctos também fizeram bastante sucesso! A visita primeiramente foi marcada para um grupo maior de crianças, mas como o dia estava chuvoso, apenas alguns puderam comparecer. Apesar do tempo, o dia foi muito proveitoso para todos.

 

 

 

Fotos: Mayara Caddah.

Revisão: Mayara Caddah, Emanoele Copini.

 

Emily Dickinson: poetisa… e botânica!

Emily Dickinson: poetisa … e botânica!

Por Larissa Faustino 

Sépala, pétala, espinho.
Na vulgar manhã de Verão –
Brilho de orvalho – uma abelha ou duas – 
Brisa saltando nas árvores –
– E sou uma Rosa!

Esse poema foi feito por uma mulher americana, nascida em 1886 em uma pequena cidade chamada Amherst no estado de Massachusetts. 
Foi uma poetisa considerada “avançada” para seu tempo, que viveu por longos vinte e poucos anos “auto-exilada” em sua casa. Não publicou muitas obras por não querer se submeter aos padrões sociais rígidos de discrição e delicadeza que se era exigido de uma mulher, o de se esperar para aquela época.

Mas há um lado dessa mulher que poucos conhecem, não tão explorado, não tão divulgado, e eu arriscaria dizer, o mais bonito.

Folhas e flores secas, etiquetas minuciosamente descritas, eis o pequeno herbário de Emily Dickinson, confeccionado aos seus 14 anos.

Dickinson desenvolveu gosto pela arte da contemplação do mundo natural muito antes de começar a criar seus primeiros poemas, e isso a inspirou muito na criação dos mesmos.

Como uma pequena criança curiosa e apaixonada pelos encantos da natureza, começou a estudar botânica aos nove anos ajudando sua mãe no jardim, mas foi aos doze anos, em que ela começou a frequentar a escola Mount Holyoke em sua adolescência, que essa paixão “floresceu”.

Dickinson costumava explorar florestas próximas para coletar novas plantas. Estima-se que ela prensou mais de 400 exemplares em um álbum de couro, arranjando seus espécimes de forma organizada, delicada e artística, rotulando 65 dos quatrocentos com o gênero e as espécies, de acordo com o sistema de classificação de Lineu.

Embora a coleção original esteja na sala de Emily Dickinson em uma biblioteca de Harvard, o material é tão frágil que os estudantes são proibidos de examiná-los. Para que o material se tornasse disponível a todos, a Harvard University Library digitalizou a coleção em sua totalidade, que pode ser visualizada no link <http://pds.lib.harvard.edu/pds/view/4184689…>

A seguir, algumas fotos da sua coleção, que como poderão ver, são de se espantar em terem sidos feitas por uma adolescente de apenas 14 anos.

 

Fonte das Imagens:

Dickinson, Emily, 1830-1886. Herbarium, circa 1839-1846. 1 volume (66 pages) in green cloth case; 37 cm. MS Am 1118.11, Houghton Library © President and Fellows of Harvard College. Disponível em http://pds.lib.harvard.edu/pds/view/4184689?n=1&imagesize=1200&jp2Res=.25&printThumbnails=no&oldpds.

 

 

Outras fontes:

_<https://www.brainpickings.org/…/…/emily-dickinson-herbarium/>
_<http://www.slate.com/…/emily_dickinson_her_collection_of_bo…>
_<http://www.lerjorgedesena.letras.ufrj.br/…/10-poemas-de-em…/>
_<https://www.poets.org/…/victorian-treasure-emily-dickinsons…>
_<http://www.releituras.com/edickinson_menu.asp>
_<http://pds.lib.harvard.edu/pds/view/4184689…>

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