Herbário FLOR
  • Cartilha de Atividades – Herbário FLOR

    Publicado em 08/11/2017 às 11:10


  • Visita das Crianças Indígenas ao Herbário FLOR

    Publicado em 08/11/2017 às 11:05

    Por Camila Kinasz

    Na quinta-feira dia 19 de maio o Herbário FLOR recebeu a visita de 6 crianças de idades entre 0 e 10 anos, que foram recepcionados pela Profa. Mayara, pelos bolsistas Artur e Rennan, e por mim, Camila, voluntária nas atividades do Herbário FLOR. Juntos fizemos uma caminhada pelo Horto, área ao ar livre associada ao Depto. De Botânica e ao Herbário FLOR, onde os pequenos puderam observar diferentes tipos de plantas, como epífitas, aquáticas, e alguns cáctos, entre outras. Fizemos também uma coleta de folhas para apreciação de diferentes cheiros, texturas e tamanhos pelas crianças. Após a coleta, realizamos uma atividade de frottage, na qual nossos visitantes utilizaram as folhinhas que eles mesmos coletaram para passar para o papel a forma e relevo das folhas, utilizando giz de cera colorido.

    Durante a experiência, pude acompanhar meus filhos, que estavam no grupo, e percebi que eles aproveitaram muito. Acredito que a parte preferida de todos foram as plantas do lago. As crianças ficaram impressionadas com o tamanho das raízes que estavam abaixo da água, e adoraram o aguapé. Os cáctos também fizeram bastante sucesso! A visita primeiramente foi marcada para um grupo maior de crianças, mas como o dia estava chuvoso, apenas alguns puderam comparecer. Apesar do tempo, o dia foi muito proveitoso para todos.

     

    Fotos: Mayara Caddah.

    Revisão: Mayara Caddah, Emanoele Copini.


  • Emily Dickinson: poetisa … e botânica!

    Publicado em 08/11/2017 às 11:04

    Por Larissa Faustino 

    Sépala, pétala, espinho.
    Na vulgar manhã de Verão –
    Brilho de orvalho – uma abelha ou duas – 
    Brisa saltando nas árvores –
    – E sou uma Rosa!

    Esse poema foi feito por uma mulher americana, nascida em 1886 em uma pequena cidade chamada Amherst no estado de Massachusetts. 
    Foi uma poetisa considerada “avançada” para seu tempo, que viveu por longos vinte e poucos anos “auto-exilada” em sua casa. Não publicou muitas obras por não querer se submeter aos padrões sociais rígidos de discrição e delicadeza que se era exigido de uma mulher, o de se esperar para aquela época.

    Mas há um lado dessa mulher que poucos conhecem, não tão explorado, não tão divulgado, e eu arriscaria dizer, o mais bonito.

    Folhas e flores secas, etiquetas minuciosamente descritas, eis o pequeno herbário de Emily Dickinson, confeccionado aos seus 14 anos.

    Dickinson desenvolveu gosto pela arte da contemplação do mundo natural muito antes de começar a criar seus primeiros poemas, e isso a inspirou muito na criação dos mesmos.

    Como uma pequena criança curiosa e apaixonada pelos encantos da natureza, começou a estudar botânica aos nove anos ajudando sua mãe no jardim, mas foi aos doze anos, em que ela começou a frequentar a escola Mount Holyoke em sua adolescência, que essa paixão “floresceu”.

    Dickinson costumava explorar florestas próximas para coletar novas plantas. Estima-se que ela prensou mais de 400 exemplares em um álbum de couro, arranjando seus espécimes de forma organizada, delicada e artística, rotulando 65 dos quatrocentos com o gênero e as espécies, de acordo com o sistema de classificação de Lineu.

    Embora a coleção original esteja na sala de Emily Dickinson em uma biblioteca de Harvard, o material é tão frágil que os estudantes são proibidos de examiná-los. Para que o material se tornasse disponível a todos, a Harvard University Library digitalizou a coleção em sua totalidade, que pode ser visualizada no link <http://pds.lib.harvard.edu/pds/view/4184689…>

    A seguir, algumas fotos da sua coleção, que como poderão ver, são de se espantar em terem sidos feitas por uma adolescente de apenas 14 anos.

    Fonte das Imagens:

    Dickinson, Emily, 1830-1886. Herbarium, circa 1839-1846. 1 volume (66 pages) in green cloth case; 37 cm. MS Am 1118.11, Houghton Library © President and Fellows of Harvard College. Disponível em http://pds.lib.harvard.edu/pds/view/4184689?n=1&imagesize=1200&jp2Res=.25&printThumbnails=no&oldpds.

    Outras fontes:

    _<https://www.brainpickings.org/…/…/emily-dickinson-herbarium/>
    _<http://www.slate.com/…/emily_dickinson_her_collection_of_bo…>
    _<http://www.lerjorgedesena.letras.ufrj.br/…/10-poemas-de-em…/>
    _<https://www.poets.org/…/victorian-treasure-emily-dickinsons…>
    _<http://www.releituras.com/edickinson_menu.asp>
    _<http://pds.lib.harvard.edu/pds/view/4184689…>


  • A trajetória da escritora e micóloga Helen Beatrix Potter

    Publicado em 08/11/2017 às 11:03

    Por Larissa Faustino 

    Helen Beatrix Potter, impossível conhecer sua história e suas obras sem se apaixonar.

    Potter foi uma escritora de livros infantis muito bem conceituados. Um de seus livros mais famosos foi “The Tale of Peter Rabbit“, feito em versos e ilustrações dotadas de uma delicadeza única com cores suaves e esboços bem típicos de sua época, esgotou antes que a próxima edição comercial fosse impressa. Sucesso total.

    Mas sua trajetória na literatura, apesar de encantadora, não é o objetivo nesse momento: por volta dos vinte e poucos anos, ela desenvolveu um grande interesse pela micologia e começou a produzir desenhos incrivelmente maravilhosos de fungos, coletando espécimes de cogumelos e montando-os para uma observação cuidadosa sob o microscópio.

    Ela acreditava que a arte e a ciência podiam caminhar juntas, e o que mais lhe chamava atenção nos fungos eram suas “qualidades de fadinhas”, que a lembravam muito os contos de fada que escrevia, e a variedade de formas e cores. Com suas observações microscópicas, ela passou a se interessar na forma como os fungos se reproduziam, algo mal compreendido na época. Potter logo começou a realizar seus próprios experimentos a partir da germinação de esporos. Ela estabeleceu suas teorias e descobertas em um artigo intitulado “Sobre a germinação dos esporos de Agaricineae”, acompanhado por ilustrações bem detalhadas.

    No entanto, Beatrix vivia em uma época em que as mulheres não tinham voz, direito de votar e raramente acesso ao ensino superior, e consideradas propriedade de seus maridos. A Sociedade Linneana de Londres era exclusivamente masculina e proibia as mulheres de serem membros, negava-lhes o acesso à biblioteca de pesquisa e nem sequer lhes permitia comparecer as apresentações de artigos científicos, sendo extremamente contra a proposta de Beatrix.

    Um século mais tarde, a Sociedade Linneana emitiu um pedido de desculpas por seu sexismo histórico e, ainda hoje, muitas ilustrações de fungos de Potter são estudadas por sua precisão científica e consultadas por muitos micologistas pelo mundo todo.

    Ela foi uma grande mulher, micóloga, naturalista, ilustradora e uma das mais influentes autoras de histórias infantis de todos os tempos.

     

    Fonte das imagens: http://armitt.com/armitt_website/beatrix-potter/.

    Fontes das informações do texto:
    _<
    https://www.brainpickings.org/…/beatrix-potter-a-life-in-n…/>
    _<
    http://www.estudopratico.com.br/vida-e-obra-de-beatrix-pot…/>
    _<
    http://www.dn.pt/…/contos-completos-de-beatrix-potter-edita…>
    _<
    http://www.dn.pt/…/contos-completos-de-beatrix-potter-edita…>
    _<
    https://livrossempapel.com/…/04/17/colecao-beatrix-potter-2/>
    _<
    http://armitt.com/armitt_website/beatrix-potter/>


  • Coleção de plantas divulgada em catálogo do Departamento de Botânica

    Publicado em 29/04/2015 às 15:44

    (publicado originalmente na página de notícias da UFSC)

    Espécimes vegetais dos mais distantes confins do planeta estão no catálogo da coleção de plantas do Departamento de Botânica da UFSC, organizado pelos professores João de Deus Medeiros e Aldaléa Sprada Tavares. O guia, que começou a ser organizado há dois anos, servirá também de apoio para professores. “Nem todos são especialistas na área de identificação, e o catálogo é uma contribuição de referência que qualquer pessoa vai poder acessar, baixar, imprimir ou divulgar”, explica João de Deus.

    Além de ser utilizada como fonte do catálogo, a coleção também serve para atividades de ensino e projetos de extensão da Universidade, com visitas agendadas. O acervo começou a ser cultivado para auxiliar nas aulas sobre Taxonomia, para identificar corretamente os organismos. “As plantas nativas são encontradas com mais facilidade, mas nós tínhamos uma demanda de material para as aulas práticas, especialmente para aquelas que não ocorrem no Brasil”, diz o professor. Nas disciplinas sobre Taxonomia, os estudantes têm duas aulas teóricas para três práticas – em que coletam o material e fazem análises para determinar o tipo da planta.

    No catálogo, as plantas são apresentadas com foto, nome científico, família e local de origem, citando-se também o autor da descrição.  “A ideia é disponibilizar e deixar aberta ao público informação mais sistematizada. A floração das plantas é variável ao longo do ano, e muitas não estarão floridas no horário das visitas.”

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    Professor João de Deus Medeiros diante de uma Tipuana tipu. Foto: Tamiris Moraes/Estagiária de Fotografia da Agecom/DGC/UFSC

    Os passeios – que  demoram de 30 a 60 minutos, com acompanhamento de um professor ou bolsista – mostram várias espécies e seus aspectos mais singulares. “A gente perde mais tempo quando há o interesse em detalhar as particularidades de algum grupo de plantas”, afirma João de Deus. “A curiosidade maior das crianças é com as plantas aquáticas, venenosas e insetívoras; fazem muitas perguntas”. Entre os adultos, um dos maiores interesses são as plantas medicinais.

    As parasitas, segundo João de Deus, são outro assunto que chama atenção. “Os leigos, às vezes, têm uma noção distorcida e acham que as plantas que vivem sobre as outras são parasitas. Na verdade, as epifíticas são as que usam as outras como suporte, mas não dependem do hospedeiro, como as parasitas, que sugam a seiva do hospedeiro.”

    Um dos pontos de partida do circuito pode ser a Tipuana tipu, árvore frondosa que abriga dezenas de outras variedades. “Nós encontramos facilmente, num pequeno pedaço de um galho, seis ou mais espécies que podem até passar despercebidas, como a menor flor de orquídea, descoberta aqui na UFSC”, revela João de Deus.

    O Departamento de Botânica enfrenta, de acordo com o professor, uma dificuldade com as plantas ornamentais devido à circulação de visitantes nos fins de semana. “O problema é que as pessoas não só gostam das plantas como as levam para casa. São senhoras e casais que vêm sem orientação, acham que não estão fazendo mal.” Com os estudantes da UFSC houve apenas um problema mais grave. “Eles vieram de dia, durante a semana, e começaram a cortar um bambuzal para fazer algum tipo de instalação, achando que fosse uma coisa comum, sem saber que era uma espécie rara da Ásia.” A única forma de manter algumas espécies mais raras em segurança é mantê-las na estufa, com cadeado.

    Agendamento de visitas e mais informações pelo telefone (48) 3721-9802.

    Caetano Machado/Jornalista da Agecom/DGC/UFSC

     

    Claudio Borrelli/Revisor de Textos da Agecom/DGC/UFSC

    Foto: Tamiris Moraes/Estagiária de Fotografia da Agecom/DGC/UFSC

     


  • Domingos Fossari, o pintor das Bromélias de Santa Catarina, é homenageado em blog criado por sua filha Carmem Fossari

    Publicado em 20/04/2015 às 18:39
    Fossari

    Auto retrato (óleo s/tela)

    Domingos Fossari é o pintor responsável pelas belíssimas imagens que ilustram a edição sobre as Bromeliáceas da Flora Ilustrada Catarinense, uma enciclopédia das espécies de plantas encontradas no Estado de Santa Catarina, idealizada e iniciada pelo Botânico, e seu amigo, Padre Raulino Reitz, a partir de suas incontáveis expedições botânicas por todas as regiões e ambientes naturais do Estado nos idos das décadas de 1950 e 1960.

    Em homenagem ao artista, a filha, Carmem Fossari, atriz, diretora e dramaturga, criou um blog para mostrar ao mundo sua arte tão conhecida e admirada entre os botânicos de todo o mundo.

    Segundo ela, “muitas vezes o pai pintor esperava a madrugada com lupa nas mãos, acompanhando o florescer das bromélias”. A técnica em que foi exímio executor e criador, a de bico de pena, Fossari aprendeu com o suíço Vicente Perlasca. Para aquilatar a beleza plástica da natureza e o trabalho do artista, a coloração foi realizada com a técnica da pintura em aquarela. Vale apreciar individualmente cada gravura!!!

    As pinturas originais estão no município de Itajaí, no acervo do Herbário Barbosa Rodrigues, criado por Raulino Reitz e mantenedor da maior e mais representativa coleção de plantas do Estado de Santa Catarina, resultado das expedições realizadas por ele e seus colaboradores em meados do século passado, entre os quais muitos cientistas renomados do Brasil e do mundo.

    Hoje o Herbário Barbosa Rodrigues, o mais importante da história de Santa Catarina e um dos pioneiros na pesquisa botânica no Brasil, está ameaçado pela falta de recursos e apoio para a sua manutenção, correndo o risco de ter que fechar as portas e perder o seu precioso acervo botânico, o que significaria um desastre científico, cultural e histórico para o nosso Estado.

    Confira aqui o blog e aprecie as belas e precisas imagens criadas pelas mãos minuciosas desse grande artista, Domingos Fossari. Receba também a nossa homenagem.

    Veja mais sobre o artista:
    – Matéria no Jornal Notícias do Dia sobre o centenário de Domingos Fossari

     Artigo sobre Domingos Fossari, Anais do XIX seminário de Iniciação Científica, UDESC

    – Livro: Florianópolis de Ontem, livro com ilustrações da cidade que já não era a mesma

    Resenha sobre o artista por Maria Laura Pozzobon Spengler, doutoranda em Educação, UFSC

    tillandsia

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  • Menor flor de orquídea do planeta é descoberta por pesquisador da UFSC e está depositada no Herbário FLOR

    Publicado em 07/04/2015 às 10:07

    O pesquisador Carlos Eduardo de Siqueira, que concluiu o Mestrado no Programa de Pós-graduação em Biologia de Fungos, Algas e Plantas da UFSC, encontrou a menor flor de orquídea do mundo. A descoberta da nova espécie, batizada de Campylocentrum insulare em homenagem à Ilha de Santa Catarina, foi por acaso ao perceber as flores minúsculas sobre outra micro-orquídea que havia sido coletada e cultivada para aguardar o florescimento.

    A planta, única vista até agora, está depositada na coleção especial de Tipos do Herbário FLOR.

    Confira aqui a matéria na íntegra no site de notícias da UFSC e aqui o artigo original da publicação da nova espécie.

    © Pipo Quint / Agecom / UFSC


  • Chave de identificação para famílias de plantas do Cerrado

    Publicado em 01/04/2015 às 10:09

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    Foi publicada uma ferramenta online desenvolvida para auxiliar alunos de botânica e cursos afins, profissionais da área, curiosos e até botânicos experientes a identificar famílias de plantas que ocorrem no Bioma Cerrado. A chave é de múltipla entrada, ou seja, a marcação das características é independente, permitindo ao usuário escolher a informação que quer usar e a ordem de entrada. Foram incluídas as famílias reconhecidas em APG III, totalizando 169 famílias, 11 subfamílias e 1.518 gêneros.1435-001

    O acesso é gratuito pelo site Chave Floracerrado, onde se encontram também todas as explicações para a utilização.

     

     


  • Um dia para determinação: Novas atividades para os bolsistas do Herbário FLOR

    Publicado em 27/02/2015 às 11:40

    Entramos em 2015 com uma novidade: todas as sextas-feiras os bolsistas da seção de plantas do Herbário FLOR deixam suas atividades de curadoria para quebrar um pouco a cabeça e tentar determinar as exsicatas “indet” da coleção.

    A ideia surgiu quando recebemos um professor da UNB que nos falou de algo parecido que fazem por lá, chamado “det friday”.

    Com a iniciativa, os alunos estão se divertindo e aprendendo bastante. Descobrindo a botânica muito além da organização de exsicatas e encarando as dificuldades que aparecem diante de uma planta desconhecida.

    Paralelamente, estamos buscando arquivos, livros e artigos em formato digital que auxiliem às determinações. Pretendemos iniciar a criação de uma biblioteca virtual para auxiliar essa atividade.
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  • Herbário FLOR realizará curso para aprimoramento de bancos de dados em Biodiversidade

    Publicado em 01/08/2014 às 21:32

     

     

     

    O Herbário FLOR está renovando o seu banco de dados e para aproveitar essa mudança trará um professor para ensinar os bolsistas, alunos, curadores e funcionária a trabalhar com a nova ferramenta.

    O curso é aberto e gratuito, destinado principalmente para quem trabalha com banco de dados em biodiversidade ou coletas de material biológico, servindo como uma excelente ferramenta para organização das informações.

    Será dos dias 11 a 13 de agosto, das 8 às 17 horas, no Laboratório de Sistemática de Plantas Vasculares, no Departamento de Botânica.

    As vagas são limitadas. Veja no Cartaz a programação completa.

    Cartaz - curso Brahms_1